
A parte sul-americana da turnê Sticky & sweet começou com um gosto amargo para os argentinos. O primeiro show em Buenos Aires foi adiado de quarta-feira para quinta, fazendo com que reclamações se acumulassem nos sites dos jornais portenhos e centenas de pessoas dormissem em vão na porta do Estádio Monumental de Nuñez.
A cantora adiou a apresentação que faria nesta quarta-feira porque parte do equipamento, vindo da Cidade do México, não chegou a Buenos Aires a tempo. E azedou também a fome de Madonna dos brasileiros.
A produção da turnê confirmou que a gravação do DVD com o repertório do disco Hard candy não vai ser mais baseada nas apresentações brasileiras. São os shows na capital argentina que vão abastecer o DVD da loura de imagens.
No fim do ano passado, o trio inglês The Police tomou decisão semelhante: excluiu o Brasil dos planos e gravou Certifiable: live in Buenos Aires.
– Ela continua querida aqui, não acho que terá qualquer tipo de rejeição – arrisca Fernando García, um dos editores do Clarín, periódico de maior tiragem no país, em entrevista ao Jornal do Brasil.
– O problema é que muitas pessoas vieram do interior para ver o show e por isso pode haver certo mal-estar, até porque os ingressos são bastante caros.
O show de sábado foi remarcado para segunda-feira, para que Madonna tivesse um dia de descanso. As apresentações de quinta e domingo não sofrem modificações. As mudanças deixam a agenda muito mais apertada.
A última apresentação portenha é na segunda; e na quarta há show marcado no Chile.
– Em tese não tem nada a ver com os shows no Brasil – sustenta Roberto Verta, gerente artístico da Time For Fun, empresa responsável pela vinda da material girl.
– É um problema circunstancial, devido a uma escala no Panamá. Não nos afetará em nada.
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